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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Surgimento do dicionário

Os dicionários remontam aos tempos antigos. Acredita-se que o dicionário tenha se originado na Mesopotâmia por volta de 2.600 a.C., feito em tabletes com escrita cuneiforme, ele informava repertórios de signos, nomes de profissões, divindades e objetos usuais, que funcionavam como dicionários unilíngues. 

Os gregos no século I criaram os lexicons para catalogar os usos das palavras da língua grega. Os gregos e os romanos já os utilizavam para esclarecimentos de dúvidas, termos e conceitos. Todavia, não eram organizados em ordem alfabética. Limitavam-se às definições de termos linguísticos ou literários. 

Foi somente no fim da Idade Média que houve o surgimento de dicionários e glossários organizados alfabeticamente. Quando as glosas desses manuscritos latinos tornaram-se numerosas, os monges as ordenaram alfabeticamente para facilitar a localização. Com isso, surgiu uma primeira tentativa de dicionário bilíngue latim-vernáculo. 


Com o advento da imprensa, no século XV, alavancou-se a difusão e o uso de novos dicionários. O estilo de dicionário que usamos atualmente foi incorporado no renascimento com o objetivo de traduzir as línguas clássicas para as modernas em função da bíblia.
   
O primeiro dicionário português, autoria de Jerônimo Cardoso, surgiu em 1569 com o nome de Dictionarium Lusitano-Latinum / Latinum-Lusitanum, e teve sete edições publicadas até 1694. Continha cerca de seis mil termos ou frases latinas, com a respectiva tradução na língua portuguesa, mas foi acompanhado logo depois, em 1611, pelo Dictionarium Lusitano-Latinum, de Agostinho Barbosa, uma obra enriquecida por quantidade expressiva de novas palavras. 

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